sexta-feira, 24 de maio de 2013

Escola do Futuro: feira tem mesas interativas, lousas digitais e telas 3D

Esqueça por alguns instantes o velho quadro de giz. Em poucos minutos caminhando pelos estandes da 20ª Educar Educador, realizada em São Paulo, é possível conhecer uma nova sala de aula: a lousa é digital e os tablets parecem indispensáveis. Os óculos 3D são usados para uma imersão no corpo humano durante a aula de biologia ou em uma "viagem" para conhecer a formação geológica da terra. 

A feira começou na quarta (22) e vai até o sábado (25) no Centro de Exposições Imigrantes. Com o tema "Educação 3.0. A Escola do futuro chegou?", o evento tem palestras pedagógicas e reúne mais de 200 expositores nacionais e internacionais, que atuam em diversas áreas para melhorar o dia a dia de professores e alunos.

Principal produto apresentado durante a feira, as lousas digitais são encontradas de todos os tamanhos, diferentes disciplinas e recursos tão variados quanto a criatividade dos professores. Além dos quadros que possibilitam ao professor escrever, desenhar, usar fotos, vídeos e buscar informações na internet sobre o tema da aula, há outros lançamentos para o mercado da educação. São jogos matemáticos, kits para o estudo de ótica e equipamentos que simulam a geração de energia em uma hidrelétrica.

Até os microscópios ganharam tablets para facilitar a apresentação do material coletado para vários alunos. Com a tela acoplada, é possível medir, selecionar e gravar imagens captadas pelo microscópio. Para as escolas que não têm espaço físico suficiente, uma empresa oferece um laboratório virtual de física e química. Nele, a lousa digital promete simular o ambiente e as experiências de um laboratório real.

Os lançamentos parecem inovadores, mas o que faz sucesso mesmo é o estande dos livros. De um lado, um jogo educacional interativo atrai alguns expectadores, enquanto do outro, os professores e especialistas se amontoam para conhecer quais são os lançamentos editoriais.

Prática

A pesquisa TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) Educação 2012, divulgada nesta quinta-feira (23) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil aponta que menos da metade dos professores de escolas públicas (44%) tiveram disciplinas na faculdade que estivessem voltadas ao uso do computador como ferramenta pedagógica.

"Nós ainda temos cursos de pedagogia que sequer mencionam tecnologia. A infraestrutura é importante, mas precisamos avançar na capacitação pedagógica para uso dessas tecnologias", disse Alexandre Barbosa, gerente do Cetic (Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação).

Outro fator limitante para uso das tecnologias no processo de educação é a velocidade da internet. Embora ela esteja presente em 89% das escolas públicas urbanas, 26% delas têm conexão com velocidade de 1 megabite a 2 megabites, faixa mais comum. Também é alto o percentual de diretores (24%) que não souberam informar o tipo de conexão presente nas escolas. Nas particulares, a faixa de velocidade mais encontrada é igual ou superior a 8 megabites.

*Com informações da Agência Brasil


Fonte: noticias.bol.uol.com.br

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