sábado, 8 de junho de 2013

Dez medidas para ajudar a criança a tirar o boletim do vermelho

Ludmilla Ortiz Paiva
Do UOL, em São Paulo


Você já tentou estudar junto, contratou professor particular, inscreveu em aulas de reforço e o boletim escolar do seu filho continua no vermelho. A situação parece desesperadora, mas é possível revertê-la. O primeiro passo –e o mais importante de todos– é organizar a rotina, não só da criança, mas da família também.

"Às vezes, a criança tem professor particular, mas não possui uma rotina de estudos. Ela estuda de qualquer jeito, a qualquer hora, sem organização", afirma Solange Frasca, psicopedagoga e coordenadora-assistente do Colégio Vital Brazil, em São Paulo.

Não há resultado sem esforço e a criança precisa entender isso cedo. "O insucesso na escola está muito associado aos deveres que não foram feitos. Sem praticar em casa, ela não vai saber responder na hora da avaliação", diz a psicóloga clínica Cláudia Gindre, que trabalha em uma escola no Rio de Janeiro (RJ).

Na hora do estudo, é preciso dosar a presença do adulto por perto e reservar o auxílio, seja de um dos pais ou de um professor particular, para dificuldades em temas pontuais.

"A família tende a poupar o filho das suas responsabilidades. Já a escola cobra a criança para ser mais autônoma e responsável. O momento da prova é um exemplo dessa cobrança. Não tem um adulto por perto para ajudar. Uma criança que é sempre amparada na hora de estudar pode ter dificuldade com autonomia, iniciativa e organização", afirma Cláudia Gindre.

A seguir veja dez medidas práticas para melhorar o desempenho da criança na escola:


1 - Estipule um horário de estudo diário

Coloque a criança para estudar em um local arejado, iluminado, sem barulhos e interferências externas (como videogame e TV), com acesso direto a todo o material escolar;


2 - Além da lição de casa

Peça para a criança revisar o conteúdo visto por último, estudar uma disciplina por dia e anotar todas as dúvidas para tirar em sala de aula depois;


3 - Dê mais responsabilidades para seu filho
Dependendo da idade dele, determine que arrume o quarto e lave os talheres que suja, por exemplo. O indicado é atribuir responsabilidades desde cedo;


4 - Corte atividades extracurriculares em prol do estudo

Balé, inglês, futebol, natação e outros. O excesso de cursos extracurriculares pode atrapalhar a rotina de estudos. É preciso encaixar um horário para fazer lição de casa e estudar;


5 - Peça para que a criança anote tudo na sala de aula

O conteúdo das aulas, as dicas, os lembretes, os dias de prova. Tudo deve ser anotado para que seu filho não se esqueça depois;


6 - Confira a mochila sempre

Ter o material escolar do dia é fundamental para que a criança aprenda mais em sala de aula. Se ela esquece um livro importante, não poderá acompanhar a leitura e pode até ser repreendida por isso;


7 - Converse com a escola

Alinhe as suas medidas com as do colégio. Saiba qual é o comportamento do seu filho em sala de aula;


8 - Tenha paciência

A melhoria no desempenho não é imediata, e o tempo de recuperação vai depender do quão desorganizado seu filho está atualmente. Quanto mais o dia a dia estiver bagunçado, mais difícil e demorada será a adaptação;


9 - Consulte especialistas

Procure especialistas para descobrir até que ponto fatores emocionais, fisiológicos ou cognitivos estão interferindo no desempenho da criança na escola. Comece com uma conversa com o pediatra e com o coordenador pedagógico da escola. Eles podem ajudar a detectar o problema ou sugerir a ajuda de outros profissionais, como psicólogo e fonoaudiólogo;


10 - Em último caso, mude de escola

Mas não mude por mudar. Tente encontrar um colégio adequado às necessidades de aprendizagem do seu filho. "Existem colégios com perfis diferentes, que apresentam o conhecimento e dialogam com os alunos de várias maneiras. A família precisa ter sensibilidade para sentir onde seu filho vai aprender melhor", afirma a psicóloga clínica Cláudia Gindre.

Fonte: Solange Frasca, psicopedagoga e coordenadora-assistente do Colégio Vital Brazil, em São Paulo e a psicóloga clínica Cláudia Gindre.




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